“SOCIEDADE”
Desta vida mesquinha e sem sentido
Desta tristeza ferida de labuta
Desta vida sobranceira sempre à escuta
De coisas débeis e fúteis
Estou cansada de esperar
Pelo que não vem
Por um amanhã mais risonho e feliz
Não ter de olhar para a televisão
E ver o estado em que está o meu País.
Estou cansada de ver a mísera pobreza
E com a indelicadeza com que os grandes
Enojados os olham, como repteis ao sol citadino,
Que os tratam sem dignidade, digna de um ser humano,
Que vá-se lá saber o porquê,
Nasceram em berço de lama.
É triste nascer sem saber ao que se veio,
Sem saber o porquê do que se vive,
Sentir o frio e a humidade entranhar-se em nossa carne,
Desvairando-nos a alma…
Quanta mísera pobreza,
Quanta mísera e terrífica desgraça
Existe em nossas vidas,
Quanta ignorância, quanto nojo
Quanta podridão aquela que coabita
Em nossos corações,
Quando desprezamos aqueles que nada têm,
Quando fazemos deles o lixo da sociedade
o escudo humano e elmo de nossas batalhas sociais,
Da nossa ganância e sede de poder,
Quando nos preocupamos por não ter um casaco ultima moda
E, ao nosso lado há quem só queira um pedaço de pano,
Para remendar o casaco que o aquece nas estações
Depois do estio do verão.
Quanto egoísmo, quanta vaidade,
Quantas e quantas são as coisas
Que para nossa felicidade
Causam aos outros tamanho drama e infelicidade.
Eunice Roque – 22-11-06


1 Comments:
At 3:26 p.m.,
Patrick Carpalhoso said…
Isto é um sintoma de "estar na fossa". Estás com um karma muito negativo. Não sejas assim, como diz o outro: "viva a vida como se fosse o último dia, um dia vais acertar."
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