As minhas memórias

25.8.07

Vida Falhada!

Se um dia houver em minha vida

Em que possa abrir os olhos e sorrir

Eu queria ser sempre uma eterna Primavera

Para poder estar sempre a florir…

Porque esta minha vida

Triste fadário de tormentos

De problemas inacabados,

que dão lugar a novos problemas,

uma alma doente, triste e perdida a minha,

envolta em cerrado nevoeiro matinal,

perdi à muito o norte, a rosa dos ventos

ou o rumo que tracei na minha vida

falhei todos os percursos que esperava alcançar,

sonhei, fantasiei, pensei vir a ser…

Mas em vão falhei…

Todos os sonhos sonhados se desvaneceram

A cada aurora, a cada manhã da minha vida…

E fui bebendo e beijando as desventuras,

A dor, as lágrimas, as tristezas que a vida me foi dando,

Não Te censuro Oh Deus,

Se assim quiseste que fosse minha vida,

Vou aceitando com lamentos, é verdade esta mal fadada sina

E vendo em redor que outros há pior que eu,

A quem a vida amortalhou logo ao nascer!

Se nesta vida, não me foi dado o poder de vencedora

Nem a glória de uma vida sempre feliz,

É porque nos meus antepassados longínquos

Fui talvez pecadora

E agora, nesta nova vida,

terei de corrigir os erros do meu passado…

Se assim é, dá-me forças para aceitar,

Para lutar por esta vida,

Por aqueles que comigo a mesma partilham

E dá-me a fé para Te louvar, para Te amar,

A cada nova queda ou derrube

E Dá-me coragem, para me erguer de novo!

Eunice Roque – 25-08-2007