Vida Falhada!
Se um dia houver em minha vida
Em que possa abrir os olhos e sorrir
Eu queria ser sempre uma eterna Primavera
Para poder estar sempre a florir…
Porque esta minha vida
Triste fadário de tormentos
De problemas inacabados,
que dão lugar a novos problemas,
uma alma doente, triste e perdida a minha,
envolta em cerrado nevoeiro matinal,
perdi à muito o norte, a rosa dos ventos
ou o rumo que tracei na minha vida
falhei todos os percursos que esperava alcançar,
sonhei, fantasiei, pensei vir a ser…
Mas em vão falhei…
Todos os sonhos sonhados se desvaneceram
A cada aurora, a cada manhã da minha vida…
E fui bebendo e beijando as desventuras,
A dor, as lágrimas, as tristezas que a vida me foi dando,
Não Te censuro Oh Deus,
Se assim quiseste que fosse minha vida,
Vou aceitando com lamentos, é verdade esta mal fadada sina
E vendo em redor que outros há pior que eu,
A quem a vida amortalhou logo ao nascer!
Se nesta vida, não me foi dado o poder de vencedora
Nem a glória de uma vida sempre feliz,
É porque nos meus antepassados longínquos
Fui talvez pecadora
E agora, nesta nova vida,
terei de corrigir os erros do meu passado…
Se assim é, dá-me forças para aceitar,
Para lutar por esta vida,
Por aqueles que comigo a mesma partilham
E dá-me a fé para Te louvar, para Te amar,
A cada nova queda ou derrube
E Dá-me coragem, para me erguer de novo!
Eunice Roque – 25-08-2007


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