(...)
Não sei em que mundo vivo,
se num mundo de vivos
ou de mortos-vivos...
Cheiro ao longe a mortalha de lágrimas
triste fadário de quem vive
sinto a alma despedaçada
desencontrada e sem abrigo
vivo cada dia com medo
do que possa perder
ainda que saiba
que nada aqui é meu
só me resta viver...
Mas, os meus pensamentos afloram a cada instante...
são tantos, tantos...tão grandes...imensos...
trespassam-me a alma e a minha calma de alegria radiante...
deixem-me!-Peço-vos, deixem-me!!!
Estou cansada, estou louca e vazia de alma...
Eu preciso respirar, viver, sonhar...
Preciso de cheirar cada madrugada com a alegria
com a vitoria selada de um beijo
e não com as lágrimas que caem pelas faces
como quem chora cada dia por algo que partiu...
Liberta-me se puderes
desta alma penada, vazia e despojada
desta que nasceu nesta vida feita mortalha!
Eunice Roque - 13-04-09


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