As minhas memórias

31.10.10

Na noite mística deste Outono,


nas horas fugidias que vivemos escondidos


descobri um novo sentimento.


Acreditei que já não pudesse sentir de novo esta chama,


esta vontade louca de estar com alguém


e de sentir o calor ardente e ansioso de um beijo


da troca da saliva quente,


dos beijos molhados que me percorrem o corpo,


e me fazem sentir adolescente.


Pensei que tinha morrido para o amor,


hoje vejo que o amor afinal existe


e que talvez aquilo que um dia chamei amor


nunca existiu.


Vejo que quando faço amor contigo


não estou preocupada se estou bem ou mal,


se demora muito ou pouco, se quero ou não quero,


porque simplesmente quero, desejo


e sinto um desejo invadir a minha alma


numa ânsia duradoira de querer sempre mais.


Os teus beijos são doces como o mel,


as tuas mãos elevam-me ao céu,


quando me agarras a cabeça e os cabelos


e selas teus segredos em meus lábios...


porque fazer amor contigo sentindo o teu corpo


quente, húmido é deveras maravilhoso,


sentir o teu movimento em mim


a nossa união não tem explicação,


existe uma sintonia, uma musica mística entre nós


num desejo avido que não termina...


o teu corpo é macio, da-me prazer tactear


cada parte dele como se tocasse nas teclas de um piano.


E como gosto de quando me dizes palavras bonitas


e silenciosas aos meus ouvidos


e quando agarras as minhas mãos


e tornamos a nossa simbiose ainda mais perfeita...


tu és tão especial...que me fazes ir aos limites de mim,


eu que agora já não me reconheço


e confesso que a única coisa que tenho medo


é apenas que me deixes...


porque contigo a noite é bela,


e a lua que tanto amo


ilumina os nossos corpos sem pudor


e cada minuto é único


que não apetece ir embora...


contigo estou a viver uma historia de amor,


e talvez hoje acredite e desminta o que disse outrora,


porque a vida a dois sem amor não existe


e esse amor passa pela nossa fusão,


por sentir-te em mim e eu em ti,


por dar-te o que sou e o que tu és...


e mesmo que as vezes reajas de forma rispida comigo


e que no fundo isso me magoe pela sensibilidade que tenho,


mesmo assim, apetecia-me tirar-te cada peça da tua roupa


e fazer amor contigo selando as tréguas.


Amo-te!