Para Ti
embora a neblina corresse ligeiramente
típica de uma estação de Outono...
eu estava puramente ansiosa, à tua espera.
Tu chegaste...
puramente lindo e belo, mais místico
do que na verdade pensei...
mais sincero e verdadeiro do que jamais esperei,
dando-me um bem estar, uma paz, uma segurança
que jamais imaginei.
Confesso que também não imaginei que fosses assim,
pois tudo o que és, parece ser oposto do que outrora desejei,
mas o coração tem razões que a própria alma não entende,
e certo é que do nada apareceste, não sei se para ficares,
certo é que estou adorar ter-te por cá e gostava que ficasses se possível!
Aquela noite foi de fadas para mim:
a música, o mar, tu, os teus beijos tão doces,
tão sensuais e prazenteiros, a tua ternura de mãos inesquecíveis,
o teu abraço tão forte, o teu sorriso, as tuas faces belas ,
teu corpo, escultural, tatuado, a tua pele macia, tua boca puro mel!
Meu Deus, será que Te mereço tal como és?
Que tranquilidade é essa que vem de ti?
Que magia é essa que me dá vontade agora de chorar,
só de pensar, só de te desejar, sentido já a saudade, o vazio,
o ciume, a ansiedade de te beijar docemente sem parar?
Onde estás agora, queria poder estar contigo!
Foi tão triste ter de te dizer adeus, quando queria ficar contigo!
Enquanto escrevo estas palavras choro, não é de tristeza, não?-
é de alegria, é de paz, mas de medo...porque jamais pensei que isto fosse possível,
mesmo sabendo que estou muito longe de ser o ideal para ti,
o teu padrão, sinto este carinho profundo por ti,
perdoa-me se te exijo mais do que devo....
Se não devo sequer em querer-te assim...
Ou sequer pensar em Ti ...
perdoa os meus fracassos,
perdoa o que sou, o que não dei ou fiz...
mas é muita mística, muito romantismo,
tanta, tanta coisa que quis, julguei serem apenas fantasias de uma cabeça sonhadora,
tonta, louca, romântica,
afinal vejo que essas fantasias e sonhos podem-se tornar verdade
quando dois corpos se fundem ou quando encontram a simbiose perfeita,
quando ambos cedem ou querem,
quando se usufrui o momento,
deixando se deixam levar ao sabor do vento.
Eunice Roque


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