Portas Abertas
as lágrimas percorrem-me as faces cansadas
desta curta vida tao vivida...
as vezes, pergunto a mim mesma, o porquê de tudo isto?
olho a minha volta e invejo os rostos felizes,
os sorrisos de quem passa pela vida a sorrir
e eu finjo que sorrio tantas vezes,
para que o meu olhar nao deixe irradiar quem sou...
invejo aqueles que no fim de um dia de trabalho
regressam felizes ao seu lar, partilham felicidades e emoçoes
ao inves, eu partilho tarefas sobre tarefas,
numa luta sem treguas e sem sossego, que me consome a alma
até meu olhos, meu corpo nao mais aguentarem,
e se fecharem para um curta noite de descanso.
as vezes, já nem me conheço....
não invejo certos momentos do meu passado opressor,
mas sim momentos em que havia fervor
loucura, um bem estar interior...
tenho saudades de certos momentos passados
com amigos que já nem sei onde estao...
os anos passam e sinto que nao tenho vida,
que nao vivo, apenas respiro e sobrevivo...
luto por objectivos parece que vaos...
corro atrás de sonhos que se evaporam no vento,
sinto que nao tenho amor por dentro
sinto falta de palavras de carinho...
tenho falta de me sentir amada,
ainda que o meu amor nada valha.
tenho medo de ficar só,
tenho medo de perder quem ainda me resta,
as vezes, já nem sei o que dizer...
vivo pela vida...a correr...
deixando para trás portas abertas....
Eunice Roque- Julho 2009


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