São meras palavras o que escrevo
ditas por alguém que não é sábio,
mas que escreve com a pureza do sente,
eu sou alguém que não se encontra
que não se entende
eu sou uma mente errante
entre os crentes
eu sou um corpo frágil
devorado pelas marcas do tempo,
por esse caçador de almas
que não dá tréguas às gentes
sou simplesmente um corpo
que contém uma alma volátil
entregue a um desconhecido destino
uma alma errante,
mas cujo corpo não se dá por vencido,
Eu sou ferro forjado e fundido
em carne e sangue,
sou rocha dura martelada
diamante lapidado em minhas mãos,
sou a luz da lua visível em meus olhos,
e minha boca espelha o mar salgado
banhando em meus cabelos Portugal...
Eu sou a nostálgica primavera e o verão
trago a alegria e a tristeza nas palmas da mão,
sou a amiga, mãe e mulher,
sou aquela que todos vêem,
mas ninguém procura entender,
sou aquela aquém julgam sem nada saber,
mas que sofre porque erra,
porque ama,
simplesmente sem ninguém querer perceber!
Eunice Roque -20 Novembro 2010


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